segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Vai-Vai comemora 80 anos da escola e da Copa do Mundo

Escola de samba paulistana prepara dupla homenagem no Carnaval de 2010

“Vai, vai, vai, vai...”, gritavam os sambistas em passeata pelas ruas do bairro paulistano da Bela Vista, o tradicional Bexiga, como é mais conhecido hoje. Esta história aconteceu há muito, muito tempo atrás, quando um grupo de alegres batuqueiros foi expulso do campo do Lusitana, na região do Rio Saracura. Explica-se: a batucada na beira do campo era o jeito como a torcida do Cai-Cai, o time do bairro, costumava alegrar o futebol de várzea que era jogado naqueles tempos.
Só que o samba incomodou alguns diretores, que proibiram a festa. Então a multidão se revoltou. E logo se fez o maior carnaval... O samba com futebol se tornou desde então a raiz, a base de toda a tradição desta que é uma das principais escolas de samba de São Paulo, a Vai-Vai. Mas se engana quem pensa que o preto e branco adotado pela escola foram trazidos do uniforme corinthiano; nada a ver - na realidade, eram as cores da bandeira do saudoso Cai-Cai.
Dupla homenagem
Oitenta anos se passaram e a escola decidiu comemorar com muito samba e futebol. Por coincidência, há 80 anos não era apenas a Vai-Vai que entrava em campo, mas também as equipes da França, México, Estados Unidos e Bélgica, simultaneamente, em disputa pela primeira Taça do Mundo de Futebol. Atentos a esta oportunidade, o pessoal da Vai-Vai decidiu que o próximo enredo da escola para o carnaval de 2010 será justamente este: a história das Copas do Mundo.
Ao criar o tema "É bom no samba, é bom no couro: Salve o Duplo Jubileu de Carvalho", a Vai-Vai buscou não só homenagear as Copas do Mundo e os craques que fizeram história, mas também o próprio samba. “A história do samba é a nossa história. Queremos contá-la na avenida”, explica o presidente da escola, o Thobias da Vai-Vai.
Para ele, a melhor maneira de fazer isso é ‘casando’ dois temas tão intimamente ligados. “O samba e o futebol devem muito às nossas raízes afro. Acho que não tem maneira melhor de exaltá-los do que essa, na avenida e em ano de Copa do Mundo na África do Sul”, destaca Thobias.

A 170 dias do Carnaval, os preparativos vão em ritmo de samba. Segundo o presidente, os carros alegóricos e as fantasias já estão sendo desenhados. Os dirigentes acreditam que as fantasias ficarão todas prontas até setembro deste ano. “A partir daí, aqueles que quiserem sair na avenida vêm aqui na quadra, podem escolher e comprar sua fantasia. Depois, é só participar dos ensaios”, comenta Sandra Pantojo, da secretaria-geral da Vai-Vai.
Já a escolha do samba-enredo passou por três eliminatórias, desde a definição do tema. Neste último domingo (23/08), foram escolhidos cinco sambas. “Domingo que vem, serão eliminados dois. Os três que restarem vão para a final, no dia 4 de outubro”, explica o presidente da Vai-Vai.
Rei momo
Outro modo que a escola achou de comemorar os 80 anos da escola foi homenagear o primeiro rei momo negro do Carnaval, Henrique Felipe da Costa, ou Henricão, grande ídolo e fundador da Vai-Vai, em janeiro de 1930. A figura do célebre rei momo será estampada no logotipo do Carnaval 2010. “Ele representa nossa raça, nossas origens, nosso samba e nossa paixão. Homenageá-lo é uma grande honra”, declara Thobias

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Grêmio apresenta sua nova arena
Site do tricolor mostra projeto, mas não fala em Copa do Mundo

"A Arena está no rumo certo", diz Fábio Koff
Na última semana, o presidente da Grêmio Empreendimentos, Adalberto Preis, o vice-presidente do Grêmio Mauro Knijnik e o assessor da presidência, Evandro Krebs, apresentaram ao ex-presidente do clube, Fábio Koff, o projeto do novo estádio. No final da tarde desta terça-feira (24/8), Koff comentou o encontro. "Foi uma rápida reunião, onde pude conhecer um pouco mais sobre o projeto Arena. A Arena está em boas mãos. O presidente da Grêmio Empreendimentos, Adalberto Preis, conhece bem a área, é competente e muito capacitado para tocar esse trabalho", comentou Koff.
Fábio Koff mostrou otimisto quanto ao processo de construção da Arena. "O projeto está em mãos de pessoas competentes. A Arena está no rumo certo". Ele falou sobre a importância de um estádio novo para o clube. "Vai ser um salto de qualidade, um estádio moderno, autossustentável. Vai ser ótimo para o Grêmio". Para finalizar, Koff revelou um de seus próximos sonhos. "Um dia, irei assistir a uma partida na Arena. É um grande desejo meu”, completou.
Fonte: Gremio
Já conhecemos as doze sedes!

Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Brasília, Cuiabá, Manaus, Fortaleza, Salvador, Recife e Natal serão as cidades da Copa 2014. Confira no menu ao lado os projetos.
Assim, as cinco cidades que apresentaram candidatura e ficarão fora do Mundial são: Belém, Campo Grande, Florianópolis, Goiânia e Rio Branco. De acordo com Ancelmo, a última vaga ficou entre Natal e Florianópolis, mas a capital do Rio Grande do Norte ganhou por questões "políticas e logísticas".
Na briga pela “Copa Verde”, Manaus levou a melhor sobre Belém e Rio Branco para ser a sede da Amazônia. Já Cuiabá desbancou Campo Grande como representante do Pantanal
A partir de agora, nosso site entra em uma nova fase. Iremos acompanhar a construção e reforma dos doze estádios, com a mesma competencia que cobrimos as obras para o Pan 2007. Não deixe de acompanhar!

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Novo Batistão aumenta as chances de Aracaju na Copa 2014

Estádio passará por reforma de R$ 87 milhões e aumentará sua capacidade para 40 mil torcedores

A Copa do Mundo, junto com as Olimpíadas, é o maior evento esportivo do mundo. Prova disso é que doze cidades brasileiras continuam comemorando e ao mesmo tempo trabalhando para ficarem aptas a receber um evento deste porte. Em paralelo, muitas cidades são candidatas a cidades de apoio da Copa de 2014 e seguem disputando nos bastidores o direito de receber e alojar algumas seleções. Aracaju, capital de Sergipe, o menor Estado do Brasil, se tornou uma das fortes candidatas a partir do momento em que apresentou o novo projeto do estádio Lourival Batista, mais conhecido como Batistão
O Batistão, que no dia 9 de julho deste ano completou 40 anos, tem hoje uma capacidade de cerca de 20 mil torcedores. Com um investimento de pouco mais de R$ 87 milhões, o estádio comportará 40 mil pessoas. Vale lembrar que o dinheiro é fruto de uma parceria do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) com o governo do Estado, que, por sua vez, pretende começar as obras em março de 2010.
Além disso, serão construídos um minishopping com 5,3 mil metros quadrados e um estacionamento coberto de 3,8 mil metros quadrados. Segundo o governador Marcelo Déda, a ideia é não só investir na parte interna do estádio, mas também ao redor do mesmo. “O objetivo é transformar todo o complexo do Batistão no Centro de Esporte Lazer e Cultura Cidade de Aracaju,” afirma.
Investimentos
Em 2008, Aracaju foi considerada pelo Ministério da Saúde como a capital que tem a melhor qualidade de vida do Brasil. Para chamar ainda mais a atenção dos estrangeiros que vierem disputar a Copa do Mundo, o Aeroporto Santa Maria ganhará um novo terminal de passageiros, com quatro pontes de embarque, e o pátio das aeronaves será ampliado, além, é claro, de todo um trabalho de modernização do mesmo, num investimento que será de R$ 250 milhões por parte da Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária), e R$ 20 milhões oriundos do governo Estadual.
Por fim, com uma distância de apenas 350 km de Salvador, uma das cidades-sedes da Copa, com os investimentos no setor turístico e, principalmente, com o desenvolvimento do projeto do novo Batistão, Aracaju viu suas chances aumentarem e está bastante cotada para ser uma das cidades de apoio da Copa do Mundo de 2014

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Por que dos impasses em relação ao Morumbi?

O comentário de Jorge Hori, da Inteligência Estratégica

Todas as cidades escolhidas como sede de jogos da Copa levaram os seus projetos para o Comitê Organizador da Copa 2014. Receberam algumas sugestões de alterações, sem maiores problemas. Exceção, mais uma vez, com São Paulo e com o Morumbi.
Ainda não foram resolvidos alguns dos impasses, refletindo implicâncias de um lado e teimosia de outro. A Fifa insiste na infraestrutura para hospitalidade dos seus patrocinadores e para as transmissões de TV.
O São Paulo resiste, por falta de entendimento ou porque não quer financiar essa parte, repassando para o Poder Público.
O problema não está apenas no atendimento às exigências da Fifa para a Copa 2014, mas no que fazer depois. Para o Mundial será necessário todo um aparato de infraestrutura para as televisões do mundo. Depois, apenas uma parte será utilizada para a mesma finalidade.
O estádio para a abertura deverá ter toda uma infraestrutura para o atendimento do público VIP e VVIP, que são os convidados da Fifa e dos seus patrocinadores.
Seria o caso de empreender um condomínio de alto padrão (AAA), com partes residenciais, hotelaria, comércio e serviços junto ao estádio? As exigências interestádio parecem ter sido resolvidas ou equacionadas. Faltam as extra estádio, permanecendo o impasse em relação ao estacionamento, quando a solução mais adequada já existe.
O local mais adequado para o estacionamento, com 4.000 vagas é junto à Estação Vila Sônia do Metrô. Ou junto à Estação Morumbi. Nesse caso, com menores áreas disponíveis. Será um estacionamento de transferência, a cargo da concessionária da linha, a Via Quatro, uma subsidiária da CCR, dessa forma, uma empresa do grupo Camargo Correa
A Camargo Correa seria a principal parceira do São Paulo Futebol Clube na reforma do estádio do Morumbi, sendo a construtora encarregada das obras. Ela tem interesse na construção também do estacionamento. A sua contratação para as obras do Estádio independem de licitação, uma vez que se trata de uma relação duplamente privada. Já o estacionamento, proposto por ser em via pública, dependerá de licitação.
A Via Quatro, como concessionária da linha 4 do Metrô (Vila Sônia – Luz), dentro de uma PPP (Parceria Público-Privada) é responsável pelo suprimento dos trens e sistema de controle já em andamento. E será responsável também pela operação, com o direito à cobrança das tarifas. Como exploradora dos serviços, tem grande interesse no aumento da demanda, para o qual deverá contar com um Terminal de ônibus junto à Estação Vila Sônia, e a exploração de um corredor de ônibus até o Taboão.
Uma importante demanda será representada pelos moradores de todo o eixo da Giovanni Gronchi, que poderão chegar de carro até a Estação Vila Sônia ou a Morumbi, em regime “park-and-ride” (ou seja, com o estacionamento do veículo) ou “Kiss-and-ride”, ou seja, com uma carona e “beiinhos tchau-tchau”.
Para atender ao “park-and-ride” deveria empreender ou promover a construção de grandes estacionamentos de 3 a 4 mil vagas, podendo se multiplicar em diversos estabelecimentos. O acesso das áreas do Jardim Sul ou do Portal do Morumbi a estação Vila Sônia envolve a passagem por bairros residenciais, sem uma via estrutural. A alternativa estaria na rota Guilherme Dumont Villares e Francisco Morato, com a concorrência do fluxo vindo do Taboão da Serra e cidades além. Já um estacionamento junto á estação Morumbi teria o acesso pelas Avenidas Giovanni Gronchi e João Jorge Saad
Tanto num caso, como em outro, não há terrenos desocupados e disponíveis, requerendo sempre desapropriações.
No caso da Vila Sônia poderiam ser utilizados terrenos já desapropriados pelos Metrôs, funcionando como canteiros de obras que poderiam ficar liberados, depois de concluída a obra civil. A praça Roberto Gomes Pedrosa, em frente ao Estádio do Morumbi, é um ponto de conexão dos fluxos vindo pela Avenida Morumbi e Giovanni Gronchi, podendo comportar um estacionamento de conexão que atenderia também ao estádio, nos dias de jogos. No entanto, está a cerca de 1,5 km da estação Morumbi, do Metrô.
Não é uma grande distância para os espectadores de jogos, mas excessiva para o “park-and-ride”. Uma alternativa seria um sistema rápido o que está previsto como um monotrilho entre o Aeroporto de Congonhas e a estação Vila Sônia. Poderia então haver uma estação junto ao Estádio. Ademais é preciso considerar a questão tarifária, vis a vis a viabilidade econômica.
O modelo atual de uma tarifa de R$ 7,50, para 12 horas, com direito a duas passagens de metrô (ida e volta) não deixa margem suficiente, nem para um como para outro.
A questão é que quase dois anos após a escolha do Brasil como sede da Copa, sendo São Paulo uma das cidades indispensáveis como sede de jogos, insiste-se em soluções inviáveis para o estacionamento. Sem a busca de alternativas mais adequadas.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Governo de Minas divulga vídeo sobre o projeto do Mineirão

Notícia foi antecipada pelo Portal da Copa há uma semana



Conforme antecipado pelo Portal da Copa, o governo de Minas Gerais divulgou hoje versão "enxuta" do projeto de modernização do estádio Mineirão, em Belo Horizonte, para reduzir os custos. Leia o texto enviado há pouco pela Assessoria de Imprensa do governo mineiro:

"Um projeto moderno e arrojado para o Estádio Magalhães Pinto – o Mineirão –, onde serão realizados os jogos da Copa de 2014, foi divulgado na manhã desta quarta-feira (19) pelo vice-governador Antonio Augusto Anastasia. “Acreditamos que o Mineirão, ao final de 2012, quando ficará pronta a obra, será candidato fortíssimo, naturalmente, para receber aqui os principais espetáculos da Copa do Mundo de 2014; atendemos todos os requisitos da Fifa para sediar a abertura ou final. O estádio estará colocado como, se não o melhor, junto com os melhores do Brasil”, afirmou Anastasia. O vice-governador preside Núcleo de Gestão das Copas criado pelo Governo de Minas para planejar e executar ações com objetivo de preparar a capital para sediar jogos da Copa das Confederações 2013 e Copa do Mundo 2014

Assinado pelo escritório mineiro Gustavo Penna Arquiteto & Associados, com parceria internacional da Von Gerkan, Marg und Partner (GMP), o projeto de modernização do Mineirão visa a ampliar a segurança e o conforto de torcedores, imprensa e atletas, aliados à sustentabilidade financeira após a Copa. O projeto apresentado será discutido com representantes da Fifa também nesta quarta-feira (19), em reunião técnica no Rio de Janeiro.

O arquiteto responsável pelo projeto de modernização, Gustavo Penna e a arquiteta Laura Penna apresentaram as principais intervenções que serão feitas. Entre elas estão: ampliação do estacionamento, aumento da capacidade, expansão da cobertura, rebaixamento do gramado, criação de área exclusiva para a imprensa, novos guichês e bilheterias, entre outras intervenções. O arquiteto ressaltou que todo o aspecto e caracteristicas arquitetônicas do Mineirão serão preservadas

“Tratamos o Mineirão como um equipamento absolutamente contemporâneo, como um equipamento que tem o que há de mais moderno. Essa definição foi aliada à diretriz da preservação da obra original, assinada pelos arquitetos Eduardo Mendes Guimarães e Gaspar Garreto”, ressaltou Gustavo Penna. O estádio foi inaugurado em setembro de 1965

Custo
Antonio Anastasia explicou que o custo das obras no Mineirão somente serão definidos a partir da conclusão do projeto executivo, prevista para março de 2010. “A prioridade, agora, é ter um projeto executivo muito bem feito, detalhado, claro e com custo exato, para evitar surpresas durante a execução dessa grande remodelagem, na qual o Mineirão, como nós vimos, se transformará num estádio extremamente moderno e confortável”, ressaltou. Sobre o financiamento do projeto, Anastasia informa que as opções estão sendo avaliadas. “Estamos apontando a possibilidade de colocar recursos públicos, do Tesouro, das nossas empresas estatais e também financiamento da iniciativa privada. Todas essas opções são viáveis e estão sendo analisadas”, afirma

As obras terão início em fevereiro de 2010. “Serão realizadas obras prévias de mudanças e reforço da estrutura. Isso ocorrerá para ganharmos tempo. São obras preparatórias a serem realizadas pelo Departamento Estadual de Obras Públicas, embora o projeto (executivo) seja finalizado em março e a licitação em abril”, esclareceu. As intervenções atingirão área de 217 mil m² e a previsão de término é dezembro de 2012.

Alternativos
O estádio do Democrata Esporte Clube, de Sete Lagoas, mais conhecido como Arena do Jacaré, servirá como alternativa de campo para a realização de campeonatos durante as obras no Mineirão. “No final de janeiro do ano que vem, a Arena do Jacaré estará apta a receber jogos com todo conforto e segurança”, afirmou o vice-governador. O estádio receberá investimentos de R$ 10 milhões do Tesouro estadual em obras de reforma. A licitação das obras está em andamento

Com relação ao Estádio Independência, embora seja a alternativa prioritária para receber os jogos, ainda não há definição pela Caixa Econômica Federal. “O Estado de Minas Gerais, por determinação do governador Aécio Neves, já aportou os recursos da sua parte, a União também já disponibilizou, mas tem questões de ordem burocrática e eu reitero o que disse da última vez, que nós estamos solicitando à Caixa agilidade”, enfatizou Anastasia.

Fonte: Secom - MG

Arena da Baixada pode custar menos que o previsto

Atlético poderá eliminar "exigências" da Fifa para baratear projeto

A reforma da Arena da Baixada para a Copa do Mundo de 2014 pode custar menos do que foi previsto. Ontem (18/08), houve uma reunião entre a diretoria do Atlético Paranaense e membros do poder público para discutir a possibilidade de abrir mão de algumas exigências da Fifa. A informação é do jornal O Estado do Paraná.
Segundo o presidente do clube, Marcos Malucelli, o Cômite da Copa irá verificar com a Fifa quais itens podem ser revistos. Entre os mais questionados, estão a cobertura do estádio e a isenção fiscal exigida pela Federação. “O governo vai retirar impostos sobre os materiais de construção que serão usados nos estádios”, ressalta.
Inicialmente, a obra estava orçada em R$ 138 milhões. O Atlético Paranaense diz que não tem como arcar sozinho com esse valor e ainda não sabe o quanto irá economizar e nem o que poderá mudar no projeto. A expectativa do clube é uma redução significativa. “Eles ainda vão nos mostrar o que pode ser mudado, mas dá ficar bem mais barato”, afirma Malucelli

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Estádios da Copa deverão adotar selo de sustentabilidade ambiental

Comitê organizador recomendou "fortemente" a certificação LEED aos estádios do Mundial

Os estádios da Copa 2014 deverão ter certificação LEED (Leadership in Energy and Environmental Design) para atestar a sustentabilidade ambiental dos empreendimentos. A informação vem do Comitê Local da Copa 2014 (COL), que em comunicado oficial enviado nesta terça-feita (4/8) aos coordenadores e arquitetos das cidades-sedes recomendou “fortemente” a certificação das arenas do Mundial.
“Sabemos das iniciativas individuais dos projetos de cada uma das Cidades e parabenizamos as mesmas. No entanto, no sentido de organizar os processos de sustentabilidade e oficializar os mesmos, recomendamos que certifiquem seus projetos e obras pelo selo LEED”, informou o Consultor Técnico de Estádios do comitê, Carlos de La Corte.
De acordo com o COL, a certificação tem o objetivo de oficializar e organizar os processos de sustentabilidade das arenas do Mundial, e reflete o comprometimento do comitê com a neutralização das emissões de carbono das atividades da Copa 2014.
Segundo o comunicado, o COL recomenda aos estádios o selo LEED Certified, o menor dos quatro graus oferecido pelo U.S. Green Building Council, organização não-governamental norte-americana que implanta o sistema de certificação. “Ficaríamos muito satisfeitos apenas com a certificação simples (LEED Certified - 40 a 49 pontos e 8 pré-requisitos), já que existem outros selos mais sofisticados de certificação LEED (Silver, Gold e Platinum)”, diz o texto.
Para o COL, a implantação do selo tornaria o Brasil referência mundial em arenas sustentáveis. “O Brasil seria, então, o primeiro país a ter todos os estádios da Copa certificados pelo LEED, servindo de exemplo mundial”.

domingo, 9 de agosto de 2009

Programa ensinará idiomas estrangeiros a profissionais do turismo

Intenção é capacitar 400 mil profissionais até 2016 por meio de cursos a distância

Lançado pelo Instituto Ressoar (Instituto Record de Responsabilidade Social), o programa "Conectado com o Mundo", por meio do qual serão qualificados trabalhadores ligados ao setor de turismo em todo o Brasil, nos idiomas inglês e espanhol, está com inscrições abertas.

Os cursos serão customizados para diferentes setores da economia relacionados à recepção de visitantes estrangeiros, com conteúdos de Recepção, Trânsito, Gastronomia, Comercial e Segurança e Saúde. Também haverá um módulo adequado a cada região em que o programa for implementado, o qual tem o objetivo de facilitar a promoção dos atrativos turísticos da cidade por todos os profissionais do setor.

A Englishvox, fundada e sediada em Porto Alegre, foi a escola selecionada para ministrar os cursos, devido a seu pioneirismo e sua experiência na área. Além dos conteúdos e de todos os ambientes virtuais acessados pelos alunos, a Englishvox irá proporcionar o acompanhamento pedagógico necessário para que o aprendizado ocorra de acordo com os objetivos do programa.

A primeira fase do programa contempla o ensino de inglês em nível básico para 1.000 alunos de Porto Alegre e São Paulo. São estudantes originados de parcerias firmadas com a Casa do Fazer e com o Centro de Tradições Nordestinas, em São Paulo, e Projeto Pescar e Telecentros, em Porto Alegre. Os primeiros alunos matriculados já começam a estudar

Parlamentar reitera necessidade de fiscalizar gastos públicos

Presidente da subcomissão da Câmara comenta declarações de Ricardo Teixeira
A assessoria do deputado federal Sílvio Torres (PSDB-SP) divulgou hoje nota na qual o parlamentar critica as declarações de Ricardo Teixeira, presidente da CBF, sobre o provável gasto de dinheiro público na construção dos estádios para a Copa de 2014. Torres é o presidente da Subcomissão da Câmara Federal recentemente criada para observar os preparativos para o Mundial de Futebol.
“O que temíamos, já está acontecendo. O reconhecimento de Ricardo Teixeira, como presidente do Comitê coordenador da Copa 2014, de que haverá necessidade do uso de recursos públicos para construção e reforma de estádios, apenas confirma o que vínhamos alertando e reforça a necessidade da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle (CFFC) de monitorar os gastos federais com a Copa de 2014, através da subcomissão permanente, instalada em março deste ano na Comissão”, declarou o presidente da CFFC, deputado Silvio Torres, referindo-se as notícias publicadas nos jornais desta quarta-feira, sobre a afirmação de Teixeira.
“Não tenho dúvidas de que surgirão mais problemas no transcorrer da organização desse megaevento esportivo, que acabarão sendo resolvidos com recursos públicos, principalmente do governo federal, a exemplo do que aconteceu com a organização dos Jogos do Panamericanos Rio 2007”, lembra Torres, acrescentando que além da disparidade nos valores de R$ 400 milhões para quase R$ 5 bilhões, a maioria dos recursos foram injetados dos cofres públicos, muitas obras foram realizadas sem licitações e a prestação de contas não foi aprovada pelo TCU, que apontou várias irregularidades e até superfaturamento
“Aliás, a decisão do governo do Mato Grosso de dispensar a licitação do projeto - uma despesa de R$ 12 milhões - para a construção do estádio de Cuiabá, que sediará jogos da Copa, com orçamento previsto de R$ 430 milhões, ilustram bem, juntamente com a declaração de Ricardo Teixeira, a necessidade de a sociedade brasileira acompanhar, atentamente, o andamento de tais obras. Entre outras razões, pelo fato do governo, infelizmente, até agora, não ter conseguido por em funcionamento um comitê para coordenar com eficiência as diversas ações que serão exigidas para que a organização dos jogos da Copa alcance o êxito almejado”.

Governo e BNDES querem estádios "baratos" para a Copa

Técnicos do banco pedem às cidades-sede que reduzam custos dos projetos.


Estádio Vivaldo Lima, orçado em R$ 600 milhões

Apenas dois dias após a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) admitir o uso de dinheiro público nos estádios da Copa 2014, o governo federal e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) começam a pressionar as cidades-sede para reduzir o custo dos projetos.

Reportagem publicada hoje (7/8) no jornal “Folha de S. Paulo” revela que o BNDES sugeriu reduções nos projetos mais caros, durante consultas de representantes das cidades-sede para viabilizar o financiamento das arenas.

Estádios como os de Manaus (Vivaldão) e Salvador (Fonte Nova), orçados em R$ 600 milhões e R$ 550 milhões, respectivamente, teriam que reduzir custos para obter o financiamento. Ainda segundo o jornal, o patamar considerado aceitável pelo governo é de R$ 400 milhões.

A redução vai ao encontro da intenção do Ministério do Esporte de conter custos. “Defendo que a modéstia seja o padrão para a preparação dos estádios”, declarou o ministro Orlando Silva Jr. em julho, em sinalização de que o governo federal – assim como o BNDES – não aprovará estádios com projetos vultosos, considerados inviáveis financeiramente

Estádio Fonte Nova, com projeto de R$ 550 milhões
Salto nos gastos
Na apresentação da candidatura brasileira à Fifa (Federação Internacional de Futebol), em 2007, a CBF calculou em U$ 1,1 bilhão (R$ 2 bilhões) o valor dos estádios do Mundial. Em maio deste ano, antes do anúncio das sedes, levantamento já apontava gastos 67% maiores, então estimados em R$ 3,7 bilhões
Em julho, levantamento do Portal Copa2014.org.br, baseado em análise de arquitetos envolvidos com o evento, apontou novo aumento nos projetos, agora de 300%. Somados, os doze estádios do Mundial custariam cerca de R$ 10 bilhões. Ao menos três deles passariam de R$ 1 bilhão, entre os quais o Maracanã, provável palco da final
Segundo os arquitetos consultados, um dos vetores do aumento dos gastos foi a inclusão da cobertura no detalhamento dos projetos, o que representou um aumento de 20% a 50% nos custos. O item faz parte das recomendações da Fifa para estádios de Copa do Mundo, mas não é considerado obrigatório.